Aluno

Mastigoi; Guardiões do Véu; Cabala dos Senhores das Sombras

Description:

Nome: Fabrício Francis
Nome de Fachada: Fábio Flávis
Nome Sombra: Aluno
Filiação: Desconhecido
Senda: Mastigoi
Ordem: Guardiões do Véu
Cabala: Senhores das Sombras
Estado Civil: Solteiro
Filhos: Não
Nascimento: 07 de Maio de 1983
Idade: 32 anos
Residência: Americana – SP
Formação: Ensino Médio Completo

Descrição Física
Altura: 1,72 m
Peso: 72 Kg
Cor do Olhos: Azul
Cabelos: Loiro escuro
Cútis: Branco

Preferências
Música: Rock Psicodélico e Folk
Cinema: Onde os mocinhos na verdade são os vilões.
Vestimenta: Jeans claro, camisas coloridas.
Religião: Não possui.
Comida: Preferência por frutas, verduras e legumes.
Artesanatos: Arames, fios de cobre, chumbo e pedras.

Bio:

Aluno.jpgFabrício Francis nasceu na cidade Americana, em São Paulo, seus pais nasceram na Califórnia, nos Estados Unidos, eles faziam parte do movimento Hippie da época. Eles se conheceram numa comunidade Hippie, na cidade de Nova Iorque, e dali em diante uma grande amizade foi surgindo. Mantiveram-se juntos durante todo o auge do movimento. Mas por volta de 1978, quando o movimento já estava perdendo forças eles resolveram “recomeçar” a vida, pois viram que estavam ficando desamparados, e que levando esse estilo de vida não estava sendo bom para os dois, que pretendiam construir uma família. Mudaram-se então para o Brasil e por sugestão dos membros da comunidade, escolheram a cidade de Arembepe, na Bahia.
Chegaram, trabalharam, faziam bicos, juntaram suas economias. Em cinco anos de esforços e acúmulo de riquezas mudaram-se para Americana, uma cidade do estado de São Paulo. Abriram um comércio de artesanatos, feitos por eles mesmos. E foi nessa cidade que se casaram e em 1983, tiveram Fabrício Francis.
Os pais de Fabrício nunca quiseram que ele aderisse ao movimento Hippie, pois para eles, foi apenas uma fase. Mas desde pequeno, o garoto já dava sinais de que sua tendência era o movimento. Aos 14 anos, Fabrício muda para uma escola nova, particular, seus pais estavam tendo ótimos retornos com o trabalho. E como por ironia do destino, ele conhece uma garota chamada Nakhla, que se considerava Hippie, mas que ainda morava com os pais, que por sinal davam-lhe total apoio.
Nakhla não morava em uma comunidade hippie, mas frequentava-a sempre que possível, e começou a levar Fabrício com ela. Fabrício demonstrou-se muito interessado em conhecer mais sobre os hippies, além do interesse particular na amiga.
Fabrício, depois de ter certeza do que queria, resolveu convidar seus pais para visitar a comunidade, mas ele manteve isso em segredo, dizendo do que se tratava, somente quando estavam a alguns passos da comunidade. A reação de seus pais, impressionou e assustou o garoto, nunca vira seus pais com tal comportamento, demonstrando um desprezo pela ideia e julgando todos da comunidade, sem ao menos conhecê-los. Deram meia volta, e foram embora, levando Fabrício a força.
Chegando em casa, seus pais mandaram-no para o quarto enquanto conversavam na cozinha sobre o ocorrido. Passaram-se alguns minutos, e a mãe de Fabrício foi chama-lo, para
que pudesse participar da conversa. Depois de quase uma hora ouvindo seus pais falarem mal dos hippies e de como isso estragaria a vida dele, Fabrício percebeu que era inútil discutir, apenas assentia com a cabeça e dissera que faria o possível para dar continuidade na loja da família… mentira!
Quatro anos se passaram, e as visitas às escondidas de Fabrício à comunidade mantiveram-se firmes, inclusive o namoro com Nakhla. Ao terminar o ensino médio, por alguns dias seus pais perceberam um comportamento estranho do garoto. Saía cedo de casa, e só voltava a noite, basicamente para dormir.
Em 2002, quando seus pais acharam que ele se juntaria à loja, e ajudaria nos artesanatos, Fabrício revela que estava deixando a casa, que iria morar numa comunidade Hippie, mas que queria ao menos a bênção dos seus pais, nessa nova jornada que ele estava para começar. E até hoje, Fabrício se lembra da dureza das palavras de seus pais naquele dia, “Pois bem, vá! Mas esqueça-nos. Ingrato!”.
O Despertar
Fabrício sempre foi muito decidido, nunca foi taxado de “Maria vai com as outras”, muito menos conseguiam influenciá-lo. Nakhla sua namorada fazia uso de algumas drogas comuns na sociedade, como maconha, LSD entre outras. E isso nunca foi um problema para Fabrício, e sempre que ela, ou alguém lhe oferecia, ele recusava educadamente, sem causar desconforto nas pessoas. Quem mais se frustrava com isso era Nakhla, pois para ela, Fabrício não estava sendo um Hippie por completo, já que não fazia parte 100% da comunidade, e acabava sentindo-se deslocado quando o pessoal reunia-se para nuvem de fumaça.
Com o intuito então de fazer com que Fabrício entrasse de cabeça no movimento, Nakhla planejava fazer com que o namorado experimentasse alguma das drogas mais comuns, e de preferência a mais fácil de camuflar. Foi então que, numa noite que os dois saíram para jantar fora, algo não muito comum na comunidade, Nakhla levou uma pequena dose de LSD consigo, e num momento de distração do namorado, colocou algumas gotas do ácido em sua bebida, talvez mais do que o suficiente para dar um gostinho de quero mais…

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Não demorou muito para que o efeito do ácido começasse a dominar o corpo e a mente do jovem. Ele começou a reclamar de calor e nisso soltou dois botões da camisa, a fim de refrescar-se. Já não queria mais dar continuidade no jantar, ficou sem apetite devido a tanto calor, resolveu ir embora às pressas puxando a namorada. O restaurante estava tão quente que parecia que iria derreter, Fabrício tremia de tanto frio que sentia. Do lado de fora do restaurante, ele dizia a namorada o quanto estava feliz por terem saído daquele forno, ou era uma geladeira? Dissera o quanto ele a amava, veio em sua cabeça a vontade de pedi-la em casamento, então ajoelhou-se, e talvez por sorte, esse pensamento abandonou sua cabeça quando sua mente foi bombardeada por distorções da realidade, disse apenas, num tom de curiosidade, que Nakhla deveria tomar um banho, ou tirar essas roupas que estavam manchando a pele dela.

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E qual das opções seria mais fácil no meio da noite, na rua? Correram os dois para um lago próximo, despiram-se e segundos antes de se jogar na água, o rapaz viu seu reflexo, ficou confuso, mas no fim gostou do vira.

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Enquanto os dois nadavam, Fabrício viu algo do outro lado do lago que lhe chamou a atenção, disse à namorada que logo voltaria, e que ela o esperasse ali mesmo.

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Chegando à metade do lago, Fabrício sentia-se muito cansado para continuar, a água estava ficando gelada, resolveu voltar, mas já estava desorientado, não conseguia achar sua namorada, estava uma neblina densa demais para conseguir ver onde estava a garota.
Esfregou os olhos a fim de poder enxergar melhor, mas quando os abriu a situação tinha piorado, tudo que ele via não fazia mais sentido, já não estava mais no lago, via apenas sua namorada deitada na beira do lago, à sua espera.

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Então foi correndo em direção à ela, corria eufórico, mais rápido que nunca, corria tão rápido que a realidade em volta dele estava distorcendo-se.
Descuidou-se, e acabou caindo, de cara no meio do lago. E ao olhar para o fundo dele, via apenas uma imagem. Uma mulher chamando-o para nadar até o fundo do lago, instintivamente Fabrício foi nadando incansavelmente até o fundo do lago para encontra-la.

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Chegando ao fundo, a mulher lhe perguntava seu nome, ele respondia, mas ela não conseguia ouvi-lo, ele gritava, berrava seu nome, mas ela não podia ouvi-lo. Então ele pegou um graveto, e escreveu seu nome no fundo do lago, “E agora?!?!?!?”
- Obrigado por assinar nosso livro de visitas, e espero que tenham gostado da comida. – Disse o atendente do restaurante.
- Vamos amor, já está tarde! – Disse Nakhla à Fabrício.
Fabrício seguia a garota, mas passou o tempo todo quieto, sem dizer uma palavra.

Aluno

Salvação BraKaYedmore