Histórico

A história de Zhong Kui não é a mais interessante nem a mais chata, pois trata-se de um indivíduo sobrenatural com forças mágicas que qualquer humano duvidaria, mas Zhong Kui já foi um adolescente normal, estudando, apaixonando-se, sentindo raiva, sentido alegria, sendo revoltado, sendo amável.
Sua família composta de pais oriundos da China, um país onde o amor não é tão relevante, sendo exprimido claramente no ambiente familiar, contudo seu pai e mãe eram zelosos pelo bem estar do terceiro filho da família.
O pai de Zhong possui uma loja de utilidades desde 2001 na cidade de São Paulo, no centro da cidade, sendo que a família toda de Zhong trabalha nela. O terceiro filho sempre sentiu-se deslocado, achando que esse não era o lugar dele.
Zhong possuía muitos defeitos, no qual ele próprio dizia que o pior era a sua mente e inteligência. O garoto pensava muito, sua cabeça não tinha descanso, seu corpo sempre cansado pois não dormia direito. Percebendo isso, seu pai colocou o garoto em aulas de Tai Chi, para que toda a energia fosse esvaziada do invólucro.
Inicialmente, a arte milenar surtiu efeito, mas com o crescimento do garoto e seu entendimento de mundo aumentando, sua mente mais uma vez mostra que o rapaz nunca teria descanso, nunca seria desligado.
Em uma noite normal, viu alguns chineses perto na Liberdade drogando-se, chegando perto Zhong é apresentado ao ópio em seus 13 anos de idade. Experimentando a droga, o jovem sente um alivio indescritível, sua mente para de produzir e seu corpo finalmente relaxa. Com uma recompensa como essa, logo Zhong torna-se usuário de ópio.
Sua adolescência a partir deste ponto torna-se atribulada, pois mixa os estudos, o Tai Chi, o trabalho na loja e o ópio, tornando a criança amável em um turbilhão de emoções e estados físicos, onde ele estava drogado ou sóbrio. Seu vício potencializou todas suas emoções, sendo que Zhong amava demais pessoas danosas e não ligava para quem realmente importava.

Dos 14 aos 17 anos, Zhong trouxe vergonha para sua família na sociedade chinesa, pois a maior vergonha de um chinês era ópio, símbolo do imperialismo britânico. O curioso que Zhong nunca largou o Tai Chi, treinando incessantemente a arte milenar.
Para fugir do estigma de sua família, presta vestibular na UNB (Universidade de Brasilia) e muda-se para o planalto central, como uma fuga da cidade de São Paulo, onde está sua família e colônia. Na Universidade conhece muitos jovens diferentes, apaixona-se diversas vezes, utiliza muitas drogas, e encontra o mundo sombrio.
Zhong sempre viu o misticismo chinês como algo curioso e legal, principalmente os mitos antigos e a concepção dos deuses antigos. Na universidade, começou o seu isolamento, onde o jovem apenas estudava. Em uma palestra de uma personalidade de Brasilia, chamado Aldo, sentiu uma sensação estranha, algo místico e poderoso.
Para sanar sua curiosidade, Zhong procurou Aldo.

Aldo por sua vez, sentiu no jovem descendente de chinês a centelha mágica querendo despertar, mas viu também uma escuridão que circulava, assim ficando na dúvida, despertar a criança e mostrar o caminho correto ou deixar a natureza seguir seu caminho.
Aldo optou pelo fácil, despertou o jovem.
Ao despertar, Zhong teve um choque de poder e algo raríssimo ocorreu, o jovem foi enviado a torre errada!
Zhong se vê no Pandemonium com uma espada em mãos, mas em seu âmago sabia que não pertencia à este lugar. Hordas de demônios em guerra, dois generais em campo de batalha. Observando a guerra, Zhong percebe que os seres sentem o seu cheiro e sua centelha mágica, assim rapidamente hordas monstruosas correm em direção ao jovem mago. Em seu pensamento astuto, era lutar ou morrer, Zhong Luta!
Sombras rodeiam o mago transformando em uma armadura fúnebre, sua espada fica afiada como nunca, então sangue começa a ser derramado. Anos de Tai Chi garantiram uma perícia exímia e letal, principalmente em lutas em grupos.
Em uma rápida interação, Zhong olha para o demônio e pergunta o motivo de estar em um local onde não deveria estar. Por sua vez, a criatura vê no humano uma pessoa cheia de demônios interiores e uma escuridão profunda, a conexão é quase imediata entre os dois. Hannon, disse o demônio, este é o meu nome.
Um humano com tanta escuridão e demônios internos deveria ser da torre do guante de ferro, deveria ser um mestre no pandemonium, mas o jovem mago possui um lado doce, apaixonado, contestador. O demônio entendeu o que ocorrerá, uma luta de torres, quem ficaria com o desperto. O ferro trouxe, mas o chumbo protegeu, portanto a força de vontade do mago prevalecerá.
Zhong poupa o demônio que está quase inconsciente. Hannon, vive!
A primeira onda é repelida, mas a seguinte é o dobro, Zhong sabe que vai morrer, porém começa a correr. Em seu desespero, a armadura de sombras que o protegeu na batalha começa a sair de seu corpo, abrindo um portal. Sem pensar duas vezes o mago atravessa, chegando em um local de pura escuridão, com poucas faixas de luz.
As paredes são negras, Zhong toca a rocha e tenta escrever algo com a espada, mas a rocha é tão escura que não aparece as marcas. Pega uma pedra, e nada. Quando raciocina e percebe algo que realmente ficará nas paredes, o sangue dos demônios na lâmina da espada.
Passando o dedo no sangue, o jovem escreve o seu nome sombra, Zhong Kui, que representa aquele que foi ao inferno, lutou e sobreviveu. Mas há algo diferente, o jovem mago pertence a dois locais, duas torres o chamaram e lutaram pela posse desse desperto.
Após o ato, um novo portal abre-se e Zhong Kui volta ao mundo terreno.

Com a sua ida ao Pandemonium e seu toque em sangue demoníaco, Zhong possui a mácula de duas torres em sua aura, assim instigando até os mais antigos despertos, que possuem uma curiosidade peculiar no jovem chinês. Muitas perguntas são feitas, mas há poucas respostas.
Após um ano de treino, Zhong é aceito na Seta adamantina e trabalha ativamente como segurança de um proeminente político mago. Quando rumores começam a perturbar Zhong, por não possuir uma cabala, Aldo indica-o para uma nova que está sendo formada, os Senhores das Sombras.
Por seu treinamento nas artes das sombras, seu isolamento de convívio social, Zhong seria o protetor ideal para esta nova cabala e para não desrespeitar o hierarca brasileiro, ao qual nutria um grande respeito e admiração, o mago aceita a indicação.
Como presente, o grande político que era protegido com Zhong entrega um anel mágico pela gratidão dos serviços prestados, um anel de taumio.
Sua convivência na nova cabala ensinou muitas coisas, principalmente a melhorar suas artes das sombras e se for lutar, que seja bem vestido (palavras de Abyss).

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